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Estresse, ansiedade e burnout: como diferenciar no trabalho

Equipe Doutor Estresse4 de novembro de 20265 min de leitura
Dr. Vicente Beraldi Freitas sorrindo, sentado em um sofá
Resposta rápida

Estresse é a resposta do corpo a uma pressão e tende a diminuir quando ela termina. Ansiedade é a antecipação persistente de ameaças. Burnout é o esgotamento ligado ao trabalho, que não passa com um fim de semana de descanso.

Estresse: a resposta à pressão

É uma reação normal diante de uma demanda. Aparece como tensão, irritabilidade, dificuldade de desligar. Costuma diminuir quando a situação muda: o projeto entrega, o prazo passa, a semana acaba.

Ansiedade: o alarme que não desliga

Aqui o foco está no que pode acontecer. A pessoa antecipa problemas, ruminando cenários, e o corpo reage como se a ameaça já estivesse presente: coração acelerado, aperto no peito, sono ruim. Pode existir mesmo quando o trabalho está sob controle.

Burnout: o esgotamento do trabalho

A OMS descreve o burnout por três sinais: exaustão, distanciamento ou cinismo em relação ao trabalho e queda da sensação de eficácia. A diferença para o estresse comum é a duração e o efeito: o descanso curto já não recupera.

Sinais para observar na equipe

  • queda de rendimento em quem sempre entregou bem;
  • irritação fora do padrão ou isolamento do grupo;
  • faltas, atrasos e cansaço que se repetem;
  • comentários de que "nada mais faz diferença".

O que a liderança pode fazer

Falar sobre o que a pessoa vive no trabalho, sem diagnosticar. Ajustar carga e prazos quando for possível. Mostrar que pedir ajuda é aceito e encaminhar para o canal ou o profissional adequado. O líder não trata: ele percebe, acolhe e encaminha.

Quando buscar ajuda

Se os sintomas duram semanas ou atrapalham a vida, procure um médico ou psicólogo. Em situação de crise, o CVV atende pelo 188, 24 horas, e o SAMU pelo 192.

Perguntas frequentes

Burnout é doença?

A Organização Mundial da Saúde o descreve como um fenômeno ocupacional, resultado de estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado. A avaliação de cada caso é feita por profissional de saúde.

Como um líder pode ajudar sem invadir?

Conversando sobre a situação de trabalho (carga, prazos, clima) e não rotulando a pessoa. Se houver sofrimento, o passo seguinte é encorajar a busca por ajuda profissional.

Quando procurar um profissional?

Quando os sintomas duram semanas, atrapalham o sono, o trabalho ou a vida pessoal, ou quando a pessoa sente que não consegue mais sozinha.

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